"Ter uma alimentação saudável" dito por pessoas comuns e alguns profissionais da área médica e nutricional, não passa de um clichê.
O que se entende realmente por alimentação saudável é algo exagerado e sem lógica, tornando pessoas obcecadas e fazendo com que muitos adoeçam de verdade, principalmente psicologicamente.
Muitas pessoas estão demonizando e retirando radicalmente produtos industrializados, enlatados ou embutidos porque contêm conservantes ou nitritos e nitratos de sódio, que segundo afirmam, podem desencadear câncer (ver nota abaixo); os açúcares e farinhas refinadas, porque causam inflamações, diabetes e obesidade; o sal refinado porque causa pedras nos rins e hipertensão; frituras e gorduras saturadas e trans porque causam colesterol, obesidade , AVC e problemas cardiovasculares; o glúten (com exceção dos alérgicos) por desencadear vários problemas; o café porque tem cafeína e prejudica o sono, etc. Já a alimentação "saudável" é aquela "rica" em frutas, verduras, grãos integrais, sementes e legumes, principalmente crus, alguns tubérculos, proteínas vegetais e animais como peixes frescos, peito de frango, carne bovina magra, ovos cozidos, frutas oleaginosas, etc.
E a modinha das receitas zero açúcar, zero glúten, zero lactose, zero gordura trans, dieta vegana, dieta 100% natural, jejum intermitente e principalmente as low carb parece que veio para ficar, afinal de contas, está gerando muito lucro para quem propaga, mesmo que não aparente. São receitas gratuitas em sites e vídeos no you tube/ facebook, tik tok e instagram que de um jeito ou de outro acabam gerando algum lucro, especialmente com anúncios que esses meios propagam. E quem acredita em tudo isso, acaba aderindo e entrando para o time da vida saudável, que além do custo altíssimo, na verdade não deixa de ser radicalismo, e que em longo prazo podem ter consequências prejudiciais, se não na saúde física, no âmbito psicológico que da mesma forma, não deixa de ser mais grave. Iludidas, essas pessoas têm a certeza de que seguindo tais parâmetros, estarão livres de vários problemas de saúde além de acreditarem que vão fazê-las emagrecer e manterem a juventude por muito tempo...
Então, por que será que apesar de seguirem determinadas dietas, ainda se queixam de problemas relacionados como diabetes, obesidade, dislipidemias, dentre muitos outros, incluindo ansiedade e depressão?
Apesar de muita gente retirar por completo determinados alimentos da sua dieta acreditando que dessa forma estarão livres de determinados problemas de saúde e/ou obesidade, há o fator psicológico porque muitos, mesmo inconscientes sentem falta de certos alimentos que antes ingeria, principalmente com pessoas da família reunidas. E muitos percebem que não tiveram nenhuma ou tiveram pouca diferença significativa e recorrem aos famosos suplementos de vitaminas, minerais, aminoácidos, probióticos, antioxidantes e hormônios naturais complementares à alimentação "saudável" que prometem 'milagres' tanto na saúde física quanto na estética, que além de pesarem no bolso, muitos destes suplementos ainda nem resolvem tanto os problemas trazendo inclusive prejuízos à saúde em longo prazo. Muitos desses suplementos são metabolizados no fígado e excretados pelos rins, prejudicando ainda mais a saúde como um todo! Depois, vem a ansiedade, que pode partir para a depressão, doenças típicas de uma geração que condena alimentos industrializados ou não naturais, mas ignora completamente - ou prefere ignorar - que as medicações que os mesmos profissionais de saúde que condenam a alimentação industrializada, passam a medicar aos pacientes sem ao menos conhecer a fundo o histórico de cada um deles... (e nem têm como, pela falta de tempo) Mas não para por aí não....! São vários tipos de medicação ou suplementos e de uso continuo, além dos famosos ansiolíticos e/ou antidepressivos que são: os inibidores de apetite que "ajudam" na perda de peso; os hipoglicemiantes para controle do diabetes (mesmo com a tal dieta restritiva), os betabloqueadores ou anti-hipertensivos, para "controle" da pressão arterial e problemas cardiovasculares (mesmo a pessoa não sendo hipertensiva de fato), medicamentos hormonais contraceptivos ou não, para evitar gravidez ou repor hormônios para ondas de calor e perda da libido (que muitas vezes tal hormônio já está em excesso, como por exemplo, a progesterona, e médico e paciente nem tomarem conhecimento) e sem levar em conta problemas já existentes; antibióticos e/ou anti-inflamatórios (corticóides) fortes por tempo maior que o necessário e sem necessidade na maioria das vezes...e por aí vai, aumentando o lucro dos laboratórios e profissionais da saúde sem levar em conta que todas essas medicações/suplementos não têm nada de saudável, mesmo a maioria sendo "naturais" que prejudicam milhões de vezes mais os rins, o fígado, o pâncreas, o sistema cardiovascular, intestino...enfim, a saúde como um todo, do que uma alimentação industrializada equilibrada, dita como prejudicial e que muitos condenam... Então, onde estaria a lógica e intenção nisso tudo? Apenas numa: no lucro! Alimentos considerados "saudáveis", suplementos e medicamentos são infinitamente mais caros do que o açúcar, a farinha refinada e demais alimentos indutrializados e que não geram quase ou praticamente nenhum lucro...
O que quero salientar aqui, é que não sou contra o uso de certos tipos de suplementos ou medicações (pois muita gente realmente necessita), nem mesmo certos tipos de alimentos considerados "saudáveis", mas que uma alimentação considerada mais correta é aquela em que não haja excessos tanto na quantidade quanto na frequência e nem se descarta radicalmente certos grupos, a menos que a pessoa tenha alergia comprovada ou algum problema iminente em relação a tais alimentos em alguma fase de sua vida. E que a maioria de medicamentos, pode ser sim, descartada e substituída por substâncias menos agressivas e/ou mudanças gerais no estilo de vida. Mas o que fazem é generalizar e buscar verdadeiros seguidores com o intuito de apenas lucrar com isso de alguma forma e não verdadeiramente instruir ou querer o bem de todos. Há pessoas que necessitam de tais alimentos considerados por muitos como prejudiciais e também há pessoas que tais alimentos considerados saudáveis são até contraindicados para elas, principalmente quando em excesso, pois se alguém retira da dieta determinado grupo de alimento, teria a compensação, exagerando inevitavelmente em outro. Então, a alimentação "saudável" para mim, e que deveria ser para as pessoas em geral, é aquela em que existe apenas um fator que considero fundamental: Equilíbrio. Apenas isso. Sem equilíbiro não se pode falar em saúde. E não se pode generalizar o que é certo ou errado em alimentação sem conhecimento real da química e histórico de cada um.
VOCÊ SABIA?
Os conservantes e corantes que muitos profissionais da área de saúde condenam nos alimentos chamados de ultraprocessados, também estão presentes nos famosos medicamentos e suplementos, alguns até piores do que possam conter nos alimentos! Se ingeridos por longos períodos de tempo, como são comumente indicados, estarão comprometendo a saúde muito mais do que se ingeridos tais alimentos com equilíbrio! Disso a maioria, pra não dizer todos, não comenta, nem devem, pra não criar obstáculos e medo na maioria das pessoas conscientes. E mesmo que comentassem, iriam dar justificativas nada convincentes...
DICAS ÚTEIS PARA O CONSUMO DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS ou outros considerados "proibidos"pela maioria dos profissionais da saúde, especialmente, nutrólogos e nutricionistas:
Linguiças, salsichas, frios em geral, queijos amarelos, biscoitos recheados, macarrão instantâneo, refrigerantes, sorvetes, frituras caseiras, doces em geral, enlatados, sucos prontos, cerveja, achocolatados, etc. Você não pecisa evitá-los para sempre, mas sim, consumi-los com sabedoria e moderação, a menos que você seja alérgico a tais alimentos/bebidas ou esteja com a sua saúde bastante debilitada ou comprometida. Nesses casos, não tem outro jeito senão evitá-los por algum tempo até que a saúde seja restabelecida. Veja as dicas abaixo, caso você não seja alérgico, não tenha nenhuma doença mais grave ou terminal ou não esteja com obesidade mórbida:
* Compre sempre a quantidade mínima desses alimentos e ingira pequenas quantidades; Estas são as primeiras e as mais importantes das dicas;
* Não coma ou beba mais de dois desses alimentos/bebidas de uma só vez (ex.: salsicha , bacon e sorvete num mesmo dia);
* Prefira comer frituras feitas em casa, sempre em óleo limpo e não o reutilize. Linguiças e salsichas por exemplo ou frango com pele, prefira prepará-los em frigideira própria e sem óleo (como na air fryer por exemplo).
* Verifique atentamente as informações nutricionais nas embalagens, caso houver;
* Mesmo não contendo nenhuma informação nutricional (como alimentos adquiridos em feiras livres, lanchonetes, padarias, etc) prefira consumi-los com moderação, uma a duas vezes a cada 6 meses no máximo e por no máximo, 3 dias seguidos, mas em mínima quantidade;
* Se estiver acima do peso, seus exames estiverem alterados ou com algum tipo de infecção, inflamação ou doença/problema grave, espere até que melhore de tais condições antes de consumir tais alimentos/bebidas;
* Realize alguma atividade física aeróbica (como caminhar, pular corda, dançar ou pedalar) esperando antes, de 30 minutos até 2 horas após ter ingerido tais alimentos. Lembre-se que fazer caminhadas, por exemplo, que é a atividade mais comum, não é andar devagar nem fazer movimentos leves por horas parando de vez em quando, mas andar rapidamente ou subir e descer em lugares que assim exige, até sentir o coração acelerar sem se importar com o tempo mínimo, mantendo o ritmo depois, por mais alguns minutos. Não se esqueça de beber água antes, durante e depois, mesmo em pequenos goles. Depois, espere de 15 a 30 minutos e sem comer nada, meça sua pressão arterial (com um bom aparelho e da maneira correta!) e a glicemia se tiver o aparelhinho próprio. Após esse tempo, ingira apenas alimentos leves.
* Procure evitar ou consumir o mínimo possível esses alimentos/bebidas à noite, a partir das 18:00;
* Faça exames cardiológicos/vasculares e outros exames periodicamente; Muitas vezes o colesterol está até nos níveis normais, mas os exames cardíacos e vasculares podem estar alterados ou vice-versa. Por isso, fique atento(a)!
* Mastigue lentamente esses alimentos, sem nenhuma pressa;
* Qualquer mudança brusca no intestino ou estômago, evite tais alimentos/bebidas e fique atento(a);
* Não se sinta culpado(a) se acabou excedendo um pouco. O psicológico é muito importante nessas horas! Da próxima vez, modere na quantidade.
* Nenhum alimento é considerado 100% saudável e para todo mundo. O que pode ser saudável para alguns, não raro é prejudicial para outros. Também, o que é saudável para alguns hoje por exemplo, amanhã pode não ser mais, pois nosso corpo está em constante mutação química. As mesmas regras valem para alimentos considerados 'prejudiciais' para a saúde...
NOTAS:
É bom saber que certos alimentos considerados cancerígenos ou por conter certos tipos de conservantes que podem desencadear o problema segundo alguns nutricionistas e médicos, praticamente não passa de uma simples especulação. A grande maioria desses alimentos são aprovados pela Anvisa e a quantidade neles contidas de tais substâncias é irrelevante se ingeridos com sabedoria. Claro que se uma pessoa comer em quantidades e frequência assustadoras e ainda tiver predisposição genética para determinado problema, ela poderá sofrer consequências. E repetindo o que já foi dito antes: medicamentos em geral e suplementos também contêm corantes e conservantes considerados perigosos para a saúde! Inclusive, alguns dos suplementos carecem de registro nos órgãos reguladores por serem isentos ou irregulares, tornando ainda mais duvidosos! A dica para quem vai tomar suplementos e medicamentos é usar um suplemento e/ou medicamento de cada vez, somente quando realmente necessário, sempre com a menor dose possível, e nunca por tempo superior a 90 dias (máximo de 30 dias para a maioria das pessoas já são suficientes) e prestar atenção nas possíveis reações. Suplementos que contêm várias substâncias como vitaminas, minerais, dentre outras ao mesmo tempo, são ainda mais duvidosos! O mesmo vale para ervas, chás, farinhas, sementes, etc. Todo cuidado é pouco!
Já com relação a certos medicamentos, especialmente os hormonais com relação ao câncer, apesar de também não terem comprovação científica para todos que deles fazem uso, a frequência da ingestão é muito maior (diariamente e por anos na maioria das vezes) e claro, se a pessoa não tiver a predisposição de contrair tal doença (câncer), ela pode desenvolver outros problemas em determinados órgãos, inclusive problemas cardiovasculares, renais ou hepáticos e isso com certeza é mais relevante, pois na bula mesmo já informam várias reações adversas que podem ocorrer e que até são muito mais comuns do que se pensa. E todo mundo sabe que medicamentos não podem ser ingeridos 'moderadamente' como os alimentos em geral, por ser de tratamento em longo prazo. Está aí a grande diferença!


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